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	<title>marcuscavalcanti.net &#187; mercado ti</title>
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	<description>Software, tecnologia e etc.</description>
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		<title>O paradoxo de(a) TI</title>
		<link>http://www.marcuscavalcanti.net/blog/2009/02/25/o-paradoxo-de-ti/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 18:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia, Software & Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[BPM]]></category>
		<category><![CDATA[mercado ti]]></category>
		<category><![CDATA[Ondas de TI]]></category>
		<category><![CDATA[Software]]></category>
		<category><![CDATA[TI]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana passada rolou uma apresentação sobre TDD muito interessante na empresa que eu trabalho, onde foram apresentados desde os conceitos básicos de TDD, até os tipos de testes existentes e finalizando com uma aplicação exemplo. No final rolou uma rodada de perguntas, onde foram questionados assuntos como BDD, programação defensiva, contract by domain, dentre outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada rolou uma apresentação sobre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Test-driven_development" target="_blank" style="text-decoration: underline">TDD</a> muito interessante na empresa que eu trabalho, onde foram apresentados desde os conceitos básicos de TDD, até os tipos de testes existentes e finalizando com uma aplicação exemplo.</p>
<p>No final rolou uma rodada de perguntas, onde foram questionados assuntos como <a href="http://behaviour-driven.org/" target="_blank" style="text-decoration: underline">BDD</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa%C3%A7%C3%A3o_defensiva" target="_blank" style="text-decoration: underline">programação defensiva</a>, contract by domain, dentre outras metodologias e padrões. Nesse ponto da apresentação, a maioria das pessoas que estavam presentes ficaram meio perdidas com as milhares de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Buzzword"  target="_blank" style="text-decoration: underline"><em>buzzwords</em></a> associadas com as perguntas que foram feitas. O pessoal mais antigo ficou mais perdido ainda e até brincaram sobre a questão do &#8220;estamos ficando velho&#8221;.</p>
<p>Paralelamente a isso, começei a ler essa semana um livro do <a href="http://www.trcr.com.br" target="_blank" style="text-decoration: underline">Tadeu Cruz</a> sobre <a href="http://www.trcr.com.br/index.php/biblioteca/" target="_blank" style="text-decoration: underline">BPM e BPMS</a>, onde no primeiro capítulo ele fala sobre a questão da desorganização informacional, muitas vezes causadas pelo excesso de informação e as novas ondas de TI que surgem a todo momento. Outra coisa que o autor do livro cita e crítica é que existem muitos casos de determinadas organizações, que forçam o uso de determinado software sem obter o real benenfício que esse software deveria oferecer, na maioria dos casos, por questões comerciais ou de interesse próprio dessas organizações. Questões como: para que determinada tecnologia foi criada, como deveria ser corretamente usada, como efetivamente está sendo usada, quais deveriam ser os resultados esperados do seu uso e quais são os resultados que estão sendo obtidos com sua utilização, orientariam de forma efetiva o profissional ou a organização com o intuito de medir se a adoção de determinada tecnologia está realmente sendo benéfica. Esse tipo de situação tem ocorrido muito com BPM, que é o novo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hype_cycle" target="_blank" style="text-decoration: underline"><em>hype</em></a> do momento tratando-se de TI.</p>
<p>O que as duas histórias tem em comum e onde estou querendo chegar?</p>
<p>O que eu quero dizer é o seguinte: até onde vale apena conhecer N conceitos diferentes e até onde não vale a pena? Nos casos citados acima tem um pouco das duas coisas, bem como suas respostas. No caso específico do TDD, deveríamos considerar que o melhor a ser feito seria debater sobre as <em>buzzwords</em> que o assunto levantou, ou o melhor seria não conhecer muitos desses novos padrões e metodologias? Eu fico com a primeira opção, mas a segunda opção pode contradizer a primeira. Explico logo abaixo.</p>
<p>Vale a pena usar TDD e BDD em um projeto sem conhecer seus benefícios, o resultado a ser esperado e os possíveis obstáculos a serem vencidos? Não. Pois nesse caso tudo de positivo que TDD traria sendo usada da forma correta, traria inversamente em dobro no caso do seu mal uso, pois nesse caso o projeto acabaria tendo novos percalços (além dos já conhecidos), como: prazos atrasados, código mal estruturado, equipe perdida e etc. E isso acontece em larga escala em TI, não apenas no caso específico do TDD, já que o mais se vê são empresas gastando milhões em &#8220;soluções&#8221; de TI (CRM, ERP, BI, etc) &#8211; muitas vezes empurradas pelos ótimos vendedores dos grandes players do mercado &#8211; sem obter benefício algum sobre aquilo (ou até mesmo desconhecendo o porquê do seu uso). Na verdade muito pelo contrário, pois como muito desses processos são feitos sem estruturação alguma e demoram meses, anos&#8230; no final das contas a dor de cabeça e o custo envolvido não atingem nem de perto o <a href="http://www.artigonal.com/gestao-artigos/a-famosa-relacao-custo-x-beneficio-602803.html" target="_blank" style="text-decoration: underline">custo x benefício</a> esperado sobre aquele investimento.</p>
<p>Outro fênomeno interessante a ser observado e que de certa maneira ligam as duas histórias é a infobia. Infobia é uma palavra que o Tadeu Cruz usa para definir o medo por informação, ou seja, em determinado momento, com a enxurrada de tantas <em>buzzwords</em>, as pessoas acabam ficando reativas em absorver novas tecnologias e entender o seu significado,  com isso de certa forma ficam estagnadas, pois deixam de absorver novos conhecimentos. Mas em compensação não adianta em nada conhecer várias palavrinhas mágicas superficialmente só para dizer que &#8220;domina&#8221; aquela tecnologia do momento. Por isso, acredito que dependendo do contexto, é válido ou não conhecer uma nova tecnologia. Esta aí mais um caso do <strong>paradoxo de TI</strong>. De certa forma, mas sem generalizar, a infobia consegue explicar a frase &#8220;estamos ficando velho&#8221;.</p>
<p>Devemos considerar que TI não irá salvar o mundo, TI pode ajudar de forma efetiva qualquer negócio de qualquer natureza, desde que seja aplicada da forma correta, e aplicar de forma correta envolve antes de mais nada: estruturação, disciplina, educação, mudança e planejamento. Ao mesmo tempo que sabemos de diversos casos onde TI trouxe um real benefício as organizações, sabemos de tantos outros onde TI acabou com negócios, projetos e sonhos. A <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u19223.shtml" target="_blank" style="text-decoration: underline">bolha da internet</a> talvez seja o melhor exemplo que ilustra essa situação das ondas de TI.</p>
<p>Muitas vezes as ondas de TI trazem a tona novas tecnologias que surgem apenas com o objetivo de remediar uma tecnologia já existente. O que as vezes é considerado como inovação, nada mais é que uma evolução de algo que tenha tido insucesso no passado, dessa forma uma tecnologia X surge apenas com o intuito de servir como &#8220;curativo&#8221; da tecnologia Y, que prometeu maravilhas e na verdade devido ao seu mal uso (ou não) só trouxe dores de cabeça.</p>
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		<title>Além do Desenvolvedor</title>
		<link>http://www.marcuscavalcanti.net/blog/2009/01/31/alem-do-desenvolvedor/</link>
		<comments>http://www.marcuscavalcanti.net/blog/2009/01/31/alem-do-desenvolvedor/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Jan 2009 03:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Cavalcanti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira & Profissão]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvedor]]></category>
		<category><![CDATA[mercado ti]]></category>
		<category><![CDATA[Profissional]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que o termo &#8220;desenvolvedor&#8221; sempre foi algo que me incomodou, algo como o termo &#8220;web designer&#8221; para os designers. E por que me incomoda? Simplesmente porque acho esse termo muito limitador, dá a sensação de que o desenvolvedor é um cara limitado ou que só faz coisas pontuais, como desenvolver códigos. Na verdade não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que o termo &#8220;desenvolvedor&#8221; sempre foi algo que me incomodou, <a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/04/11/nao-existe-webdesigner/" target="_blank" style="text-decoration: underline">algo como o termo &#8220;web designer&#8221; para os designers</a>. E por que me incomoda? Simplesmente porque acho esse termo muito limitador, dá a sensação de que o desenvolvedor é um cara limitado ou que só faz coisas pontuais, como desenvolver códigos. Na verdade não é apenas isso, pelo menos não deveria ser, pois um bom profissional tem que ir muito além disso.</p>
<p>Ao passar dos anos aprendi que um &#8220;bom desenvolvedor&#8221; deve se preocupar com questões além do código, como por exemplo:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.marketingdebusca.com.br/seo/"  style="text-decoration: underline;" target="_blank">SEO</a> (no caso de websites, claro);</li>
<li>Segurança (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/SQL_injection"  style="text-decoration: underline;" target="_blank">sql injection</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cross-site_scripting"  style="text-decoration: underline;" target="_blank">xss</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Computer_security" style="text-decoration: underline;" target="_blank">etc</a>);</li>
<li><a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2003/11/06/arquitetura-de-informacao-que-diabo-e-isso-1/" style="text-decoration: underline;" target="_blank">Arquitetura da Informação</a>;</li>
<li><a href="http://developer.yahoo.com/performance/rules.html"   style="text-decoration: underline;" target="_blank">Performance</a>;</li>
<li><a href="http://www.smashingmagazine.com/2008/11/13/15-useful-project-management-tools/" style="text-decoration: underline;" target="_blank">Organização do Projeto</a>;</li>
<li<a href="http://informatica.hsw.uol.com.br/sistemas-operacionais.htm"    style="text-decoration: underline;" target="_blank">Sistemas Operacionais</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Server_(computing)" style="text-decoration: underline;" target="_blank">Servidores</a>;</li>
<li><a href="http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=1392"  style="text-decoration: underline;" target="_blank">Metodologias de Desenvolvimento</a>;</li>
<li>Ter bom convívio social.</li>
</ul>
<p>Os assuntos acima são apenas alguns dentre uma gama de assuntos, que podem ser citados como de interesse de um &#8220;bom desenvolvedor&#8221;. Não estou afirmando que o tal &#8220;bom desenvolvedor&#8221; deve ser um <em>expert</em> em tudo, mas ele deve ter o mínimo de conhecimento em N assuntos para saber os prós e contras que aquilo trará para o seu projeto. Entretanto isso não é uma tarefa das mais fáceis, já que para deter conhecimento de uma gama de assuntos, esse &#8220;bom desenvolvedor&#8221; deve dedicar um considerável espaço de tempo para leituras e pesquisas, sejam em livros propriamente ditos, como em blogs, artigos ou revistas.</p>
<p>Todos os &#8220;bons desenvolvedores&#8221; que conheço e que hoje em dia tem um cargo de maior responsabilidade, como líderes de projeto ou coordenadores de área, possuem uma certa habilidade para lhe dar com assuntos variados, bem como uma certa facilidade em absorver novos conhecimentos. É muito diferente, por exemplo, desenvolver um site que tenha centenas de acessos diários, para um e-commerce que tenha cerca de 1000 compras por hora, pois nesse último caso tudo deve ser pensado de forma diferente: desde a arquitetura, otimizações de banco de dados, resources (javascript) de terceiros, acesso concorrente até privacidade das informações e volume do tráfego de dados&#8230; enfim, não é pouca coisa.</p>
<p>Infelizmente o mercado global de TI aponta que a quantidade dos &#8220;desenvolvedores&#8221; &#8211; aqueles que não queremos ser &#8211; ainda é maior do que as dos &#8220;bons desenvolvedores&#8221;, e isso não sou eu que digo, pesquisas de institutos respeitados (<a href="http://www.baguete.com.br/artigosDetalhes.php?id=342" style="text-decoration: underline;" target="_blank">aqui</a>, <a href="http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2008/06/23/em_noticia_interna,id_sessao=4&#038;id_noticia=68424/em_noticia_interna.shtml" style="text-decoration: underline;" target="_blank">aqui</a>, <a href="http://www.infoblogs.com.br/view.action?contentId=4914&#038;Setor-de-TI-alerta-para-carencia-de-mao-de-obra-qualificada" style="text-decoration: underline;" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=11&#038;infoid=15825&#038;sid=46" style="text-decoration: underline;" target="_blank">aqui)</a> apontam para uma escassez de mão-de-obra qualificada no mercado. Eu ainda diria mais: acredito que no Brasil a disparidade deva ser ainda maior.</p>
<p>Certamente você que está lendo esse post pode achar que não se enquadra nesse perfil citado acima, mas será que realmente não? Se você tem essa certeza, é um bom caminho, mas procure não se acomodar. É como diz aquela famosa e sábia frase de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates"  style="text-decoration: underline;" target="_blank">Sócrates</a>: &#8220;Quanto mais se aprende mais se tem a certeza de que nada se sabe&#8221;. Agora, se você ficou na dúvida, não se desespere! Basta apenas começar a pesquisar e estudar mais, sem botar a carroça na frente dos bois. Uma dica que dou, é de que é preciso ter um foco, devemos nos conhecer melhor, saber o que gostamos de fazer e tentar imaginar onde e como gostaríamos de estar trabalhando daqui há alguns anos, a partir disso, acredito ser possível saber suas aptidões e o que pesquisar/estudar, pois de <a href="http://carreiradeti.com.br/perfil-profissional-faz-tudo/" style="text-decoration: underline" target="_blank">nada adianta</a> conhecer mil coisas superficialmente e não ter foco em nada, definitivamente não é isso que o mercado procura.</p>
<p>Outro ponto que não posso esquecer, são as famosas empresas que querem aquele cara &#8220;ninja&#8221;. Um ninja deve ser o cara que sabe de tudo e mais um pouco. Muitas vezes essas empresas pagam pelo &#8220;ninja&#8221; um salário de estagiário e exigem do &#8220;ninja&#8221; um desempenho de sênior, já que quando o &#8220;ninja&#8221; foi contratado não foi levado em conta o seu nível de experiência e conhecimento. Essas empresas, apenas colaboram de forma efetiva para degradação do mercado e pela escassez de bons profissionais.</p>
<p>Devemos saber dividir as coisas: uma coisa é um bom profissional, que tem um foco bem definido, mas que possui conhecimento sobre outros assuntos, outra coisa é um profissional que sabe assobiar, chupar cana e cantar ao mesmo tempo, mas que na verdade não faz nenhum dos três bem. Quando surgir uma empresa ou profissional com esse perfil, desconfie.</p>
<p>PS: Como são sinônimos, eu diria que o termo &#8220;programador&#8221; causa o mesmo efeito.</p>
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